Sábado, 04 de setembro de 2010
Gerson Vieira está fora do Botafogo-DF PDF Imprimir E-mail
Por Rener Lopes e Felipe Igreja/CDE   
em 26/Jul/2010 às 13:07
Atualizada em 26/Jul/2010 às 15:17

Foto: Guilherme Macedo/Arquivo Clube do Esporte DF

Não durou muito tempo a era Gerson Vieira no Botafogo-DF. Na manhã desta segunda-feira (26), após o alvinegro candango perder por 2 a 1 para o Brasília no domingo no estádio Abadião, o treinador entregou o cargo à diretoria do clube.

Gerson saiu por não estar satisfeito com a escolha da CBF dos árbitros para comandar as partidas do grupo A06 da Série D do Brasileiro. Ao final da partida deste domingo, o treinador disse em entrevista ao repórter Rafael Moura da Comunidade FM que não aguentava mais os erros dos trios de arbitragem goianos.

"Nós temos que ver o que vai acontecer agora, pois é complicada essa arbitragem vir de fora. Temos que ver o que fazer porque não dá mais", disse o ex-treinador.

Hoje (26), em entrevista exclusiva ao Clube do Esporte DF, Gerson explicou a situação da sua saída do alvinegro candango: "Além da arbitragem, eu não consegui o resultado. Fiz o trabalho e não consegui vencer os dois jogos. Futebol é resultado. Então entreguei o cargo pro presidente e ele aceitou", ressaltou.

Dirigindo o Botafogo-DF, Gerson Vieira realizou três partidas oficiais: empatou uma com o Brasiliense (2 a 2 no Candangão 2010), empatou uma com o Araguaína-TO (0 a 0 na Série D) e perdeu para o Brasília (2 a 1 na Série D).

Contando com amistosos, foram duas vitórias (Taguatinguense e UPIS) e duas derrotas (Santo Antônio do Descoberto-GO e Goianésia-GO).

O novo treinador já está definido: é o ex-jogador Augusto César, que era auxiliar técnico de Gerson no Botafogo-DF. O próximo jogo da estrela solitária candanga é contra o Ceilândia, no próximo domingo (01.08), no estádio Abadião.

Sem confusão com Túlio Maravilha
Especulava-se que a saída de Gerson Vieira se deu pelo "sherifão" não escalar para as partidas o artilheiro falastrão, Túlio Maravilha. Com exclusividade ao Clube do Esporte DF, o ex-treinador tratou de minimizar a situação: "Na verdade, o Tulio não entrava porque o combinado era ele treinar três vezes por semana. E isso não aconteceu porque ele tava em campanha. Mas ele jamais reclamou", disse.

O treinador também afirmou que Túlio entendeu seu posicionamento de deixá-lo no banco de reservas, na partida deste domingo: "pelo contrário, ele sempre aceitou meu posicionamento e ao fim do jogo de ontem, me cumprimentou. Eu saí mesmo porque não consegui os resultados", finalizou.
 
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